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Carta à revista Veja.

3 de novembro de 2009

Colegas,

Hoje enviei a seguinte carta à do leitor da revista veja, a respeito do texto “Não fui eu” publicado pela Lya Luft em sua coluna na edição 2137, de 4 de Novembro. Não sei se será publicado, mas eu o disponibilizo abaixo. É minha opinião pessoal, mas acho que o tema merece maior discussão.

 

Prezados,

Sou professor, profissional de tecnologia e segurança da informação há mais de 25 anos e diretor de comunicação no Brasil da ISSA (Information Systems Security Association). Gostaria de elogiar o texto da escritora Lya Luft, pela forma clara como mostra o absurdo que é a manutenção do anonimato na Internet, o que muitos na minha área parecem confundir com privacidade.

O Anonimato está também relacionado a muitos crimes financeiros, e infelizmente dificultam a solução de assassinatos que começaram por encontros na rede. Entendo que a Internet é tão real quanto o carro que eu dirijo, e que ambos precisam de regras de uso. Infelizmente alguns projetos de inclusão social mal planejados (como os de Wireless livre em Copacabana e a da campanha da Marta em São Paulo) se tornaram uma plataforma para crimes, por não contemplarem a identificação.

Há poucos meses vi o presidente Lula, com todo seu domínio sobre o assunto dizer num palanque: “é censura!”, ameaçando vetar um projeto de lei que trata exatamente da identificação na Internet. Espero que ele leia este artigo, para que possa compreender um pouco mais a dimensão do problema, antes de tentar agradar mais alguém.

Fernando Fonseca

São Paulo, SP

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2 Comentários
  1. Anderson permalink

    Anonimato é uma coisa, privacidade é outra. Na atual conjuntura, o grande problema é comprometer a última, numa tentativa de eliminar a primeira. A privacidade é um direito individual inalienável enquanto o anonimato é proibido pela nossa constituição.

  2. Ygor Moretti permalink

    Como você mesmo disse em sua carta, talvez a falta de domínio sobre o assunto INTERNET (do próprio presidente e de muitos outros, inclusíve políticos) seja o maior problema, pois apesar de termos há alguns anos a internet como um recurso bem difundido e que cada vez mais vem ganhando espaço e adeptos, me espanta ver a falta de maturidade dos "internautas" e como lhes falta preparo para o uso de tal.Ygor Moretti – http://safepractices.wordpress.commorettyg@yahoo.com.br

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